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24/07/2007

Centauros...






Amavelmente o tempo sede aos caprichos do calor do dia, aqueles orvalhos tão delicados se dissipam, tornando a visão mais nítida e mostrando suas formas suaves, na plenitude dos campos altos, porém de luminosidade tardia, onde o sol apenas passa, e num impulso ardente dá lugar ao seu frio fervor pela volta da noite, retornando sempre no final pela sua constante presença.
Ela se recolhe para uma existência estereotipada pelos sonhos de muitos, a cochilarem entorpecidos nos vapores eternos dos momentâneos desejos da coletividade, centenas de imagens de paraísos diversos, escolhidos por todos em seus mundos interiores, iluminados pelas esferas ideais, de cores, e intentos diversos, determinam seus destinos, enquanto as sensações esperam ardendo em seu esconderijo, aguardando por sua espetacular entrada. O heroísmo desses personagens se esconde em galopes intensos, entre os sons intermitentes de corações que enchem o ar e explode como o som de ondas que chicoteiam as rochas na beira-mar, purificado pelos olhares dos homens desorientados que povoam os cenários. Pessoas em desespero aguçam seu ouvir, mas ansioso pelo sussurro que emana do vendaval, muitos atos insanos me perseguem, muitos perdões pela falácia subjetiva, e de mãos abertas começam a alcançar aquele que liberta por trás do horizonte.
continua... 06/08/2007
Aquele pacto firmado há alguns séculos não foi suficiente, colidiu com meus intentos, e contra suas inovações. Atos irrevogáveis, a assinatura de sua presença onde estiver, no cenário de desertos e de mares, um tão feroz e incompreensível quanto o outro. Não faz esforço algum para sê-lo, apenas está lá, interpretado por suas formas mutantes a cada posição diferente do sol. Devorador de minhas sensações, de meu olhar, faz-me declinar a súplica por novas auroras. E de todas elas, será onde as brumas correm do mar terras adentro, um enlace de ansioso encontro, com incompreensível velocidade, vejo que elas simplesmente seguem seu destino, desesperadamente galgando as escarpas que emparedam o litoral. Ouço as pedras pontiagudas chicoteadas pela eternidade, insinuantes às águas violentas do mar, elas se desejam, se encontram numa fusão catastrófica, é como o som de um adeus, um som vestido com asas brancas, que aos gritos, aos bandos, as águas explodem e se transforma, deixando seu sal, um pouco de seu existir em comunhão com a terra.
A verdade, sem ela é como não ter motivos para viver, mesmo sem nitidez presente na respiração dos homens. E através dos outros, alimentarem-se de suas paixões e ver pelos olhos dos personagens, transformando aquelas buscas em suas. Aguço a pena que transpira esses anseios, ao ouvir o clamor das páginas em branco, fazendo-se necessária, um pouco de meu existir estar aqui.

continua.... 28/08/07 - Cap.1 - O mensageiro














Ariel, atendendo ao pedido de seu tutor e amigo próximo de seu pai, responsabilizou-se do porte duma carta às pressas, pois ela precisava adiantar-se dias a frente da comitiva de Sir Thrumman. Partiu uma semana antes de a comitiva principal partir. Embarcou sem demora em uma viagem marítima sem nenhuma intercorrência, um mar tranqüilo em uma nave de pequeno calado. Depois de cruzar o mar mediterrâneo empenhou-se junto a um grupo de mercadores pelo deserto turco em direção ao leste europeu. Seu destino era uma comarca chamada Kirovabad no Cáucaso entre o Mar Negro e o Mar Cáspio. Das margens de um grande lago precipita-se para as montanhas e, no ápice de um salto o toque do sol no ocaso, o vermelho torna-se escarlate e a primeira estrela denuncia as brisas da noite. A paisagem variada desde que partiu, mares, desertos, a galgar aquelas montanhas brindava seus olhos, um percurso bem sucedido fazia estímulo à continuidade de seus planos. A luz morta mostra-lhe o lugar de descanso, fez uma parada breve, pois sabia que estava bem próximo ao reino de Gunther, o governante ao qual endereçava os importantes papéis. E antes que os cálidos ventos pelos céus anunciassem os raios da manhã dentre as nuvens em meio aquele mar de ventos ainda o cheiro do deserto de onde viera, queira morno estranhamente denunciava à sombra das estrelas, ainda consciente pelo espaço negro, cavalga invisível em direção à fronteira.
Ergue, de repente, perante a negrura, esta parecia tão pálida, uma luz que ilumina as torres carbonizadas pela noite, um castelo. Era o posto da guarda na fronteira. Já não há brisas, nem lua, a noite era apenas iluminada pelas tochas embrasadas, pelas paredes da entrada. Não existem rostos, nem nomes. E num estender de espadas um enlace com o passado, por razão dos costumes e evolução cultural da região ainda estar presa à uma época quase medieval. A perplexidade iguala-se na penumbra que se encontra. Trazendo de longe naquele alforje importantes papéis, mensagens do cônsul que estava a caminho, era o início de uma noite incomum. Identifica-se aos guardas e é dada a permissão para continuar seu caminho. Pareciam esperá-la, mas foram surpreendidos, apesar de outras correspondências trocadas anteriormente entre os países, em assuntos comerciais, agora, diplomáticos de caráter político.

Casas de aldeões perfilavam estrada à frente, uma vila se mostrava quase deserta, misteriosamente vazia, pois era o dia a iniciar ainda obscuro pelo sol ainda não surgido, mas somente uns velhos, mulheres e crianças a observarem atentos, pelo som das ferraduras barulhentas nas pedras faziam chamativos, eram sutilmente murmurantes durante a passagem. Aquela atmosfera suspeita fazia sentir um incômodo, mesmo assim, precisava dar de beber a seu cavalo. Enquanto isso observava atenta a cada movimento ou ruído. Num rompante, um assalto de flechas zunindo e cravando próximas, quando uma lhe fere de raspão no braço. Adianta-se veloz sobre a montaria enquanto percebe avançar em brados os homens armados, todos montados a cavalo, de imediato, ela parte em fuga. Era o início de tentativas contínuas de subjugá-la, sabia o nome do responsável pelos problemas que esperava ter, mas não daquela forma violenta, um misto de surpresa e o caráter da intervenção de mais um interessado agindo em toda a trama. Em sua mente a certeza do caráter daquela emboscada, uma única voz que lhe guia e traz o sentido de relativa segurança, a intuição, o instinto de sobrevivência lhe dizendo para continuar, apesar daquele ardil. Os cavaleiros que a perseguiam apressavam-se cada vez mais, sabiam a quem, premeditadamente. A noite de lua cheia tão brilhante, quando as nuvens descobriam sua luz pálida, iluminando a estrada, denunciando sua posição. “Traidora!” Quando tão docemente admirada, agora ajudante infiel de seus cruéis algozes. Eles eram rápidos, alcançando-a cada vez mais. Então, como que por instante, na última curva, que ultrapassava no caminho, à espera, uma ponte destruída. Os perseguidores iam diminuindo a marcha, pois calculava encurralada. Não haveria saída. Percebendo esta reação, Ariel mais aumentava a velocidade de sua montaria, pois tinha a certeza que havia alguma surpresa brevemente. Por um instante a lua é encoberta trazendo a escuridão total, depois da passagem da nuvem avista diante alguns metros o obstáculo, uma ponte de madeira em escombros, pela metade desabada. Tornava-se nítido, fazendo vir à tona o seu maior medo, cair prisioneira. Lembrando de relance há alguns anos atrás em Alexandria, quando aqueles mercadores de escravos a raptaram, não suportaria, não a pegariam viva, nunca. Uma rajada de vento se faz violenta a esvoaçar em seu rosto a poeira da estrada, aquecendo com o insuportável calor do desespero que acabara de atravessar, o suor de seu rosto, como um castigo, cega-lhe os olhos momentaneamente e, mesmo sem ver entrega-se confiante à orientação de seu cavalo. Pensou, em seu íntimo, que seria sua hora final quando saltava, sobre as madeiras em estacas perigosas, assinalando o preço do fracasso, recordava, nesses segundos em que durou o salto, enquanto amazona e sua montaria pendiam no ar, uma vida sem futuro. Sentindo o toque dos cascos na terra segura, desabou lágrimas como prova de sua sobrevivência tão importante quanto o sucesso da missão, determinada a nunca desistir, sentindo-se insultada pela armadilha, farejando uma insurreição em sua própria terra natal. E numa escuridão proibida pelas lendas a qual cerca-a notavelmente pela aglomeração rápida de pesadas nuvens que cobrem a lua, embalando o tropel da montaria. Não pode parar nesta magia e nem evitá-la, e de repente a queda, debruçando ao chão a eminência de sua perseverança. Ela ouve chamarem seu nome, num baixo sussurro, e na imobilidade da inconsciência, ainda viva na audição, passos numerosos que a conduzem murmurantes nas órbitas de seu medo. Exclamarem pôr um estrangeiro. Despertava, imersa na visão enevoada das árvores, pareciam vultos enfileirados de cochichos. A cabeça ainda vibrava incessante, mas, ia recuperando a consciência lentamente. Levantou-se no instante que lhe deixaram aqueles rumores dentro da floresta, e ao caminhar pelos corredores escuros de troncos. Ainda tonta, procurando o envelope da mensagem que lhe fora confiada à guarda e o transporte. Sem luz e fraca na noite que mal iluminava a clareira. Seus passos, solitário som entre as vegetações. Encontra-a, tão esperada e dirigindo-se à estrada. Segue para o norte, ao seu ombro a luz do amanhecer onde essa fronteira não permite nunca capturarem-na.
A montanhosa região do Cáucaso a fazia dramática armadilha cada trecho, tão estreita e bucólica entre a neblina que se formava, naquela madrugada que se fazia, parecia daquelas brumas muito eternas das altitudes. Era tão vasta floresta, estendendo-se entre picos escarpados os quais cercavam o caminho no imenso vale irrigado por rasos riachos, aparentava deserta em cada ruído natural. A chuva fina imantava o ambiente de exuberância mórbida, cavalgou o dia todo sem ver um ser humano qualquer. Percebia ao longe os relâmpagos de uma tempestade a se aproximar. Cavalgando ligeiro nas descidas daquele caminho, lançando para o ar a terra de cada passada, a visibilidade era mínima com a aproximação de mais uma noite, continuou até encontrar um lugar protegido, e, abrigada sob algumas árvores baixas. Seus trajes estavam congelando pela chuva fina , e seu ferimento no braço precisava de cuidados. Acesa a fogueira e no abraço de um cobertor pôs suas roupas a secar. Aquela vaporosa precipitação havia terminado, a noite se estendia, deixando um reflexo mais rubro nas luzes do fogo. Recostou-se para um breve descanso, uma vertigem estranha lhe abalava em conjunto a latejantes dores no ferimento não a fizeram adormecer pelo tempo em que ficou a digerir os acontecimentos. Depois de alguns minutos percebeu suas roupas secas. Vestiu-se lentamente como se envolvida por canções entorpecentes e seguiu aqueles vapores quentes, encontrando um riacho termal. Atravessou-o arrastando seu cavalo, não deixaria de ir um pouco mais longe, caminhando vagarosa por entre as árvores, sentia-se narcotizada pelo som que faziam sutis por entre os galhos, julgava similar a mantras soados distantes. O sol ameaçava nascer, quando sob os vapores densos ainda prosseguia, não encontrando sua procedência. Finalmente visualizou uma estrutura, este, primeiramente parecia uma estranha formação rochosa. Apressou-se e cada vez ia definindo suas formas, havia um imenso paredão esculpido, um brilho ofuscava como espelhos refletindo o sol, o nascedouro do rio. Donde jorrava as águas um totem de feições lúgubres, aparecia em volta figuras humanas com gestos de luta. Um local abandonado, calmo, mas lhe incomodava. Dirigiu-se à sua montaria retirando um mapa de seu alforje. De súbito outra vertigem a leva ao desmaio, em meio a tremores de uma febre a lhe alquebrar o corpo e com dores intermitentes. Volta às lembranças, através dos sonhos, o episódio o qual lhe trouxe tanta sofreguidão. Uma prisão romana, grades enferrujadas, gritos ecoados pelos corredores escuros, sussurros e lamentos. O látego saudita para o qual apelavam a fim de derrubar tanta resistência ao cativeiro desenhava em seu corpo a história de todos os seus pesadelos. Ao acordar com o toque do sol em seu rosto, através das árvores agitadas pelos ventos, sobressaltada, porém ainda aquela febre a lhe estorvar a orientação, procura o seu cavalo e não o encontra, chama seu nome e, nada, deixa-se cair de joelhos na grama da clareira e com as mãos na cabeça murmura. “Isso não poderia acontecer”. Notou um som a pouca distância e foi em sua direção, atordoada pelo mal-estar o qual enevoava sua percepção. Vencendo os arbustos e árvores entrelaçadas que faziam limite entre a floresta densa, uma planície limpa, uma plantação, em seu meio estava o seu cavalo a desvencilhar-se dos quais ao longe pareciam, em seus trajes alaranjados, monges, que tentavam afugentá-lo de seus legumes. Com um assobio o cavalo respondeu indo ao encontro, e, enquanto os homens aproximavam-se calmamente, Ariel tentou montar, mas, tomada pela febre, desfalece.
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Após retornar para a vila sem sucesso, irritado por ter fracassado na captura de um único estrangeiro solitário, contra 10 de seus guerreiros. Vem em seu encalço um dos seus a lhe mostrar uma flecha suja de sangue. De um sobressalto o líder daquela tentativa de captura se anima, expedindo ordens para partir. “Este não irá tão longe, o veneno logo fará efeito” - pensou. Começaram a preparar a partida, iriam contornar por outra ponte distante, saíram naquela mesma noite. Porém as nuvens constantes que encobriam a luminosidade da lua se tornaram permanentes. Depois, um ambiente de tempestade, um vendaval forte com umidade de cheiro de chuva a cortar com a poeira o seu caminho, Enquanto os clarões dos relâmpagos avisavam em seus olhos, os movimentos nervosos das nuvens, que se faziam tão velozes quanto a sua angústia, fazendo atrasar a viagem. Antes que realmente impeça a captura, o comandante convoca um dos soldados para levar uma mensagem a Gunterian, o senhor para quem servia.
Gunterian era o soberano deste país, com o qual o pai de Ariel havia promovido um acordo comercial concretizado pelo envio de um diplomata. Na verdade, em conluio com Sir Thrumman, Gunterian estava tramando um golpe que envolvia o seqüestro de Ariel para extorquir o título de nobreza e o poder frente ao governo. Ainda mais o traidor conivente que participava desta trama não conhecia as verdadeiras facetas que estavam moldando o seu destino.
continua....

Um comentário:

luciana disse...

Olá... estes são apenas fragmentos de um trabalho concluído em 1995, mas talvez ainda por terminar, pois nunca foi mostrado...

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